Clarão de Luar


“Sim avistei a lua
A tal que certa vez mencionei
Se encontrava formidavelmente cheia
A fazer do mar seu espelho
Acarinhava-o com sua luz
Projetando-a sobre ele
Luzia espalhando-se no espelho do horizonte 
Vindo até um pouco mais perto 
Em forma de funil
Quase aqui
Tão próxima
Como tivesse intuito
Um tanto singular
Tocar os olhos meus
Olhos que sorriam
Em forma de oceano
Enquanto navegava em marés de pensamentos
E em seguida ancorava
Num porto tão seguro
Onde sonhos e promessas
Ficavam mais claras
Ao alcance do clarão de luar”