Me Arranha-céu

“Me sinto céu
Talvez algum pequeno pedaço dele
Ao avistar a altura de um edifício
Que prontamente me arranha
Causando em mim a memória
Dos raios-risos de sol
Esses já sorriem em outro canto
Das cores de primavera
Essas partiram nas asas de uma borboleta

Cá ou lá
Me importa se o sol sorri
Chuvas não apagam sua luz
Elas só ornamentam a primavera
Que a seu tempo 
Cedo ou tarde
Tornará em estação


Enquanto isso
Em qualquer tempo
Bem como garras afiadas
Me arranham os raios
As cores
Me arranha-céu.”